Rose de Freitas deixa o MDB e disputará o governo do Estado pelo Podemos

Sob o título “Democracia e Esperança”, a senadora Rose de Freitas divulgou carta neste sábado (7) na qual formaliza a desfiliação ao MDB e o ingresso no Podemos, sigla com a qual concorrerá ao governo do Estado nas eleições deste ano.
A senadora anuncia a decisão no fechamento da janela partidária, período permitido pela Justiça para a troca de partido, e um dia depois de divulgar que ficaria no MDB para disputar com o governador Paulo Hartung, na convenção de julho ou agosto, quem seria o candidato do partido ao governo.
Ao se filiar ao Podemos, Rose se alia ao prefeito de Viana, Gilson Daniel.Já o deputado estadual Hudson Leal, responsável pelo movimento que impediu a filiação do prefeito de Vila Velha, Max Filho, mesmo depois da aprovação do presidenciável Álvaro Dias, resolveu com a chegada da senadora deixar o partido e se filiar ao PRB.
O bloco possui articulação significativa junto às prefeituras, espaço onde a senadora transita bem, em função da liberação de recursos financeiros para os municípios.
“Na procura de espaço democrático e livre de influências de grupos de poder e máquinas administrativas, decidi pluralizar o debate sobre o processo eleitoral desfiliando-me do MDB, com sentimento de profunda tristeza e incômodo”, afirma a senador em sua carta.
Ela explica que nos últimos dias cresceram as inquietações para se definir, principalmente, depois das declarações do presidente interino em exercício do MDB, senador Romero Jucá, que indicou Hartung como o candidato natural do partido.
“Nas horas em que se aproximava a decisão para definir o partido no qual qualquer um de nós possa se candidatar a um cargo eletivo, aumentaram a inquietação e a dúvida de vários companheiros, segmentos políticos e de parte da sociedade sobre se seria possível postular uma candidatura dentro de uma sigla influenciada pelo presidente interino e em exercício, Romero Jucá, que a todo momento declara que o MDB já tem o candidato certo ao governo, que é o atual governador do Espírito Santo”.
Segundo a senadora, “mesmo sabendo da não existência de candidaturas natas e irreversíveis, tais declarações causaram a todos enorme constrangimento político. Não pude ignorar tamanhas aflições”, completa.
Prossegue a carta: “Agradeço as manifestações que recebi de todos os colegas de partido do Congresso Nacional e membros da Executiva Nacional do MDB, bem como a solidariedade de todos os partidos com os quais compartilhamos a esperança de construir alternativa de uma nova gestão para o nosso Estado”.
Rose explica que “Diante desse cenário de tamanha responsabilidade política, tendo reafirmado publicamente a disposição de disputa convencional no MDB”, decidiu rever sua filiação partidária ‘preferindo acreditar no sonho e lutar juntamente com outros líderes políticos do  Estado em busca de novas perspectivas de desenvolvimento econômico com ênfase em políticas sociais até então esquecidas.
Rose era filiada ao antigo PMDB, depois passou para o PSDB e retornou ao seu antigo partido, agora MDB. O anúncio de que poderia disputar o governo do Estado neste ano acentuou o rompimento com o governador Paulo Hartung, sendo a maior demonstração a ausência dele na inauguração do aeroporto de Vitória, organizada pela senadora.
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