Rampa de Vargem Alegre está aprovada para grandes eventos

Domingo de tempo considerado perfeito para a prática do voo livre

A rampa de Vargem Alegre está habilitada para receber competições de nível nacional e até internacional de voo livre. Essa é a melhor notícia recebida pela cidade neste final de semana, quando cerca de 40 pilotos de parapente disputaram uma etapa do Campeonato Capixaba de Voo Livre no local. O prefeito Alencar Marim, que esteve lá no alto na manhã de ontem, 23, com os três filhos, prestigiando a competição, disse que ficou muito feliz com a notícia e que vai trabalhar para que o voo livre seja uma prática constante em Barra de São Francisco.

Marcelo Ratis disse que a rampa de Vargem Alegre é das melhores do estado

O local recebeu cerca de 150 pessoas ontem, entre pilotos e público, como o ciclista francisquense Faroni, pai de um dos voadores da competição, Vinicius Faroni, também ficou encantado com a notícia e disse que seu filho tem praticado muito, usando a rampa . “Agora espero que sejam feitas melhorias no local para que a ele possa praticar mais”, deseja.

Já o coordenador de prova da Federação Capixaba de Voo Livre (FCVL), Marcelo Ratis, salientou que a rampa de Vargem Alegre necessita de poucas melhorias. Basicamente o único problema do local é o acesso, que poderia ser mais leve, mas devido à resistência de um proprietário rural, a passagem não pode ser mudada. Ele também sugeriu ao prefeito Alencar Marim a melhoria na rampa, que ainda tem muitos buracos no solo e acabam prejudicando um pouco a decolagem.

No entanto, ele destaca que a rede hoteleira e a infraestrutura de Barra de São Francisco é melhor até do que a de Baixo Guandu, rampa preferida dos pilotos capixabas.

Prefeito Alencar Marim e coordenador de prova da competição, Marcelo Ratis

Marim disse que a prefeitura tem dado o suporte possível na rampa, mas afirmou que pretende fazer as melhorias sugeridas pelo piloto Frank Brown e também pelo coordenador de provas, Marcelo Ratis. “Gostaríamos de ter pelo menos um evento por mês naquele local, mesmo que não seja de voo livre. É um local muito bonito e bom para um passeio com a família no fim de semana,” elogia. (Weber Andrade)

Filipe Marques vence a principal categoria

A etapa francisquense do Capixaba de Voo Livre começou com treinos livres na sexta-feira, 21 e terminou na tarde deste domingo, 24, com Filipe Marques, Godó (Ederson Dutra) e Frank Brown sendo os únicos no Gol, com prova com cerca de 44 km.

Ontem, de acordo com a coordenação de prova, o dia estava “espetacular”, devido à grande formação de termais, cumulando em CBs (cloud base) enormes. “Dia espetacular com prova de 43 km e Filipe Marques novamente mata a prova, se consagrando Campeão da Categoria Open”, descreve o site da FCVL.

CAMPEÕES

OPEN:

Filipe Marques (Ozone Enzo 3);

Ederson Dutra – Godó (Enzo 3);

Harley Tavares (Ozone Enzo 3)

SERIAL:

Jovani Borghi (Niviuk Peak 4);

Marcelo Carlos (Niviuk Peak 3)

Hasmile José (Sol Synergy 4)

SPORT:

Enderson Dutra – Godozinho (Gin Carrera);

Gilvan Ferreira (BGD Cure);

Gustavo Queiroz (Up  Trango XC3)

LITE:

Wesley Ferreira (Skywalk Chili 4);

Michel Larceda (Gin Carrera);

Carlos Pinto (Skywalk Chili 3)

História do parapente começa na França

O parapente foi criado no Parachute Club d’Annemasse (França), em 1978 para servir de treino aos paraquedistas na precisão na aterrissagem sem necessitarem de utilizar um avião. Em 1980, foi criado o primeiro estágio de voo de pente (voo de encosta) e três anos mais tarde o nome mudou para parapente. Em 1985, é reconhecido como desporto pela “Fédération Française de Vol à Voile”.

Passou a ser largamente utilizado, na década de 90, na França e outros países da Europa, por agricultores e camponeses que precisavam subir montanhas íngremes. Eles levavam consigo o equipamento e quando precisavam voltar desciam voando.

É semelhante a um paraquedas, pois também tem uma estrutura flexível e o utilizador está suspenso. No entanto, o voo de parapente permite ao piloto maior controle sobre o equipamento. É uma modalidade de voo livre que pode ser praticada tanto para recreação quanto para competição, sendo considerada um esporte radical.

Enquanto o paraquedista se limita passivamente a diminuir os riscos de uma aterragem violenta, o parapentista tem um voo dinâmico, onde o piloto pode controlar a sua direção e, em circunstâncias favoráveis de correntes de ar ascendentes, a sua descida, podendo manter-se a voar por períodos longos.

Hoje, um equipamento básico para cmeçar a praticar custa em torno de R$ 8 mil, enquanto os equipamentos mais sofisticados, para competição, chegam facilmente aos R$ 30 mil. (Weber Andrade)

Galpão oferece conforto para o público que foi assistir ao Voo Livre em Vargem Alegre

Linguagem do Voo Livre

ARBORIZADA – Quando não se consegue pousar no lugar certo ou nas árvores.

ARRASTÃO – Quando o vento está arrastando o piloto e parapente na decolagem.

BACALHAU – Parapente muito usado, sujo, que fica em um canto e que ninguém quer.

BASE – Quando o parapente está no pé da nuvem que forma um teto.

BIRUTA – Coador de pano com furo que fica instalado em um poste e serve para Sá de a direção dos ventos.

BOMBAÇÃO – Parapente está subindo de 6 a 8 metros por segundo, voo forte e não é para iniciantes.

BRAÇÃO – Piloto perna de pau, sempre fazendo comandos que agridem o voo, ou seja o cara não deixa a vela voar.

BUFINHA – Térmica fraquinha.

CANHÃO – Térmica forte.

CRACA – Voo com turbulência que desmonta o parapente no voo.

CROCANTE – Vela nova, faz barulho de coisas crocantes.

CROSS – Voo mais distante possível.

CHECKING: ocorre na decolagem, antes de entrar em vôo, é onde o piloto confere totalmente o seu equipamento inclusive se esta bem conectado.

CIRRUS: nuvens espalhadas, camada fina, riscada no céu azul.

CLASSIFICAÇÃO DOS PARAPENTES: parapente da escola, parapente saída de escola, Intermediário, alta Performance, Competição, e os Protótipos. Norma de segurança é bom seguir a seqüência. (instrutor orienta).

COCURUTO: O ponto mais elevado de uma coisa, crista. O alto da cabeça. Vértice ou ponta.Elevação cônica de alguns montes ou colinas. Saliência de terreno; montículo. Os cocurutos são pequenas montanhas mais altas, vista pelo voador, geralmente desprendem Térmicas!!!

CONDIÇÃO: Assunto relativo as situação do voo no dia. Ex: Hoje a condição estava uma farafa.

CONVERGÊNCIA: ventos que se encontram, sopram de dois lados e se unem, pode ocorrer na rampa (montanha), o vento entra em dois quadrantes na frente e atrás da rampa! Em voo, ocorrendo um voo livre sustentado, ou no pouso ocorrendo um pouco de turbulência! Tomar cuidado!!!

CLOUD STREET – Formação de nuvens paralelas com céu azul, são consideradas ótimas para voos.

DUST – Térmica que impede a passagem do vento, normalmente a condição é turbulenta e forte, deve ser evitada.

ENTUBAR – Voar dentro da nuvem.

ESTAMPAR – Parapente alto no céu azul.

FAROFA – Dia muito bom, e na rampa é possível decolar de qualquer lado.

MALBORO – Local que não permite resgate fácil, terra de ninguém.

MERRECA ou PREGO – Voo que não da condição de ganhar altura, você vai decolar e ir direto para o pouso.

PREÁ – é aquele piloto novato, o principiante que ainda não sabe nada.

Tem o Preá inteligente que está sempre atento, perguntando e escutando e arrisca pouco, esse geralmente deixa de ser preá logo.

Mas tem o Preá que acha que sabe tudo, é atirado e nem liga para o que os outros dizem ou para como está a condição de vôo.

Esse normalmente fica sendo um eterno Preazão. Custa a evoluir e é o maior candidato a acidentes.

TERMAL – Sonho de todos os pilotos de voo livre, possibilita voos de horas a grandes alturas.

Termal ou térmica é o combustível do voo livre.

Funciona assim: O sol aquece o solo e o solo quente aquece o ar a sua volta.

Quando este ar quente se desprega ele começa a subir girando e sofrendo deformações,

seja pelo vento ou mesmo pelo ar que encontra acima.

Quando a térmica atinge o ponto de resfriamento ela se condensa em uma nuvem.

Ao decolar o piloto vai a procura de nuvens que indiquem térmicas ativas ou de locais no solo

que sejam possíveis geradores de térmicas.

TUFÃO/VENTACA: é quando o vento está tão forte que não dá nem para tirar o parapente da mochila. Não dá para voar na ventaca.

VARETAR: é quando você está enroscando numa térmica com outro piloto acima de você, mas você tem mais técnica, enrosca melhor e então você passa por ele subindo mais rápido e deixa ele lá em baixo. Ele então levou uma varetada de você. (Blog Gírias do Parapente)

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