Paineira rosa pode ser declarada patrimônio paisagístico e histórico

Árvore floresce apenas em maio
Árvore floresce apenas em maio

A paineira rosa (chorisia speciosa), localizada na cabeceira da ponte do sobre o rio Itaúnas, na Vila Landinha, poderá ser transformada em patrimônio paisagístico e histórico de Barra de São Francisco. Com mais de 70 anos, a árvore nasceu praticamente junto com a cidade e hoje tem mais de 20 metros de altura e cerca de dez metros de circunferência na parte mais larga do tronco.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Júnior Borém, disse que irá procurar os órgãos competentes da prefeitura do Estado para viabilizar o tombamento da árvore e seu entorno e a declarar Patrimônio Paisagístico e Cultural do município. “Temos certeza que a idéia será acolhida pelo nosso prefeito e também por toda a sociedade, porque essa árvore faz parte da nossa historia”, sustenta Borém.

Para o secretário, além do tombamento da árvore, a prefeitura poderá fazer um projeto de urbanização mais ousado no local, com a colocação de bancos, de placa de identificação da espécie e iluminação. “Com a iluminação, mesmo fora da época de florada, nós teremos um visual muito bonito, devido à imponência da árvore”, concluiu. (POR WEBER ANDRADE)

 

 

Árvore atravessa gerações

Moradores da Vila Landinha estimam que ela esteja ali, ao pé da ponte sobre o rio Itaúnas, desde que o município se emancipou, em 1943. “Eu não sei quem plantou, penso que pode ter sido o senhor Carlílio (Carlito) Oliveira, que morava ali perto”, arrisca o aposentado Cícero Heitor Pontes Pereira, que foi servidor da antiga Gecofa e Emespe, bem perto do local onde está o exemplar da chorisia speciosa – mais conhecida como barriguda, ou paineira rosa.

A beleza de sua floração, que acontece sempre no mês de maio, e seu porte majestoso, encantam a todos os que passam pela avenida Castelo Branco. As flores, de cor rosa muito vivo, destacam-se a longa distância. “Eu a conheço desde que vim morar aqui na Vila Landinha, há mais de 50 anos. Ela ainda era bem pequena, mas já dava muitas flores”, comenta o presidente da Associação de Moradores da Vila Landinha, Darcy Ribeiro.

Para o comerciante Denilson Teodoro, a barriguda é o principal cartão postal de Barra de São Francisco e orgulho dos moradores do bairro Vila Landinha. “Eu nasci aqui e desde que me entendo por gente, ela está ali. Penso que a prefeitura deveria colocar informações sobre ela, embelezar o local”, sugere.

O servidor municipal Bené, lotado na Secretaria Municipal de Agricultura, conta que na gestão passada ele e o atual secretário de Agricultura, Samuel Teixeira, estiveram planejando colocar uma placa informativa no local, além de promover outras ações para destacar a árvore, mas o projeto não foi adiante. Infelizmente, a ideia dos servidores não foi adiante e a barriguda continua sem identificação

“Nós conversamos com um dos moradores mais antigos da Vila Landinha, o senhor Jorge Liberato, que já tem quase cem anos. Nem ele soube dizer quem plantou, mas garantiu que ela tem mais de 70 anos”. (POR WEBER ANDRADE)

Jacy Ribeiro presidente da Associação da Vila Landinha

 

Nome Científico

Jumior Borém observa a barriguda de sua sala no Santa Terezinha

Chorisia speciosa (Malvaceae)

Características: Árvore caducifólia com até 30 m de altura e 120 cm ou mais de diâmetro, na idade adulta. Folhas com sete folíolos glabros, lanceolados com 10 a 15 cm de comprimento e 4 a 5 cm de largura, margem serrilhada; pecíolo de 5 a 17 cm de comprimento. Flores branco-arroxeadas ou branco-avermelhadas, com até 9 cm de comprimento por 3 cm de largura, vistosas, aveludadas e frutos de forma bastante variável e de coloração parda, com fibras brancas.

Locais de Ocorrência: Ocorre naturalmente nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal.

Madeira: Cerne branco-amarelado, suavemente rosado e textura grossa. Possui fraca resistência e grande tendência ao apodrecimento. É utilizada em aeromodelismo, material isolante, flutuadores, enchimento de portas, embalagens leves, caixas, forro de móveis, cochos, gamelas, tamancos, canoas, divisórias e outros usos que não requeiram resistência. Além disso, produz pasta para cartão e papel.

 

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