Operação Paralelo: doleiro preso teria envolvimento com cocaína encontrada em blocos de granito

Segundo investigações da Polícia Federal, o suspeito também atuava lavando dinheiro para quadrilhas especializadas em tráfico de drogas e armas.

As investigações da Operação Paralelo apontam que um dos detidos nesta quinta-feira (08), um doleiro que não teve o nome divulgado, também atuava lavando dinheiro para quadrilhas especializadas em tráfico de armas e drogas. Segundo a Polícia Federal, o doleiro possui envolvimento com o carregamento de mais de uma tonelada de cocaína, que foi apreendido em blocos de granito, em setembro de 2017, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, durante a Operação Blockbuster.

 

Na ocasião, de acordo com a Polícia Federal, foram encontrados 717 tabletes de cocaína dentro dos blocos apreendidos dentro de um galpão, em Cachoeiro, e outros 218 em um compartimento secreto, com parede falsa, no mesmo local. As investigações apontam que o material seria enviado, de navio, para a Bélgica.

Além do doleiro, outras duas pessoas, que também não tiveram os nomes divulgados, foram presas durante a operação desta quinta-feira, que foi deflagrada para combater o câmbio ilegal de moedas estrangeiras no Espírito Santo. De acordo com o delegado da Polícia Federal, Vitor Moraes, responsável pelas investigações, tudo começou após denúncias sobre uma empresa de turismo.

Além dos três suspeitos que foram presos, uma mulher, identificada como Charlene Muzy Savergnini, está foragida. A polícia divulgou a foto dela para que a população possa ajudar nas buscas.

Operação

Segundo a PF, 19 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Vitória, Vila Velha, Serra e Nova Venécia. Além disso, três casas de câmbio tiveram as atividades suspensas. Foram 76 policiais que participaram da ação.

Com o avanço das investigações, a PF informou que foi possível identificar que o fornecedor de moeda estrangeira da agência de turismo era o proprietário de uma correspondente em operações de câmbio localizada em Vitória. Estima-se que, apenas em 2016, a agência de turismo recebeu cerca de R$ 9 milhões de clientes interessados em comprar dólares e euros.

Apesar de possuir autorização do Banco Central para operar na compra e venda de moeda estrangeira, a casa de câmbio fornecia dólares e euros para a agência de turismo de forma ilegal, no mercado paralelo ou utilizando-se de dados falsos para registrar as operações. Outra irregularidade observada era o fracionamento de operações de câmbio com o objetivo de burlar o limite para venda de moeda estrangeira sem necessidade de comprovação de renda.

Mais uma correspondente em operações de câmbio com autorização de funcionamento do Banco Central foi identificada atuando na compra e venda de moeda em espécie no mercado paralelo, sem registro das transações no Banco Central, bem como promovendo transferências internacionais por meio de operações de dólar-cabo.

Foram identificadas ainda outras duas empresas que atuavam de forma clandestina no mercado de moeda estrangeira, sem autorização do Banco Central. No caso dessas empresas, todas as operações de câmbio eram ilegais.

Durante as investigações foram apreendidos aproximadamente 200 mil dólares negociados no mercado paralelo, que estavam sendo transportados sem documentação comprovando a origem do dinheiro.

COMPARTILHAR