Microempresas respondem por 75% das operações de crédito do Bandes

Audiência pública do Bandes aconteceu no plenário da Assembleia Legislativa

Cerca de três quartos das operações de crédito do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) são destinados para pequena e microempresas – sendo a maioria para o interior do estado. Os médios e grandes empreendimentos ficam com a fatia de 15% das operações.

Tais informações foram prestadas pelo diretor-presidente da instituição bancária estatal, Aroldo Natal Silva Filho, em audiência pública realizada pela Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa (Ales) no Plenário Dirceu Cardos esta semana.

O presidente do banco comentou a imagem errada que se tinha do Bandes. “Diziam que o banco só apoiava os grandes empreendimentos, só os grandes empresários que tinham acesso ao banco. Os números mostram que isso não é verdade, pois 75% de nossas operações são para pequeno e microempresas e 25% para médias e grandes”, relata Aroldo Silva Filho.

Além disso, informou o diretor-presidente do Bandes, “85% de nossas operações são para o interior e 15% na capital. Atuamos nas dez microrregiões do estado. Ou seja, estamos em todo o estado, atendendo a todos os segmentos da economia capixaba”, completou.

Créditos – De 2015 a 2018, segundo as informações do Bandes, foram liberados, até o primeiro semestre deste ano, pouco mais de R$ 750 milhões, totalizando mais de 43 mil operações de créditos. Segundo o relatório, tais créditos promoveram a criação de quase 72 mil empregos no período.

Desde 2017, o banco optou pela desconcentração da distribuição de crédito entre os setores da economia. Em 2015, o setor rural representava 75% da concessão de créditos; em 2016, 65%. Já em 2017 e 2018, há um equilíbrio entre serviços (17% a 20%), indústria (19% a 24%), comércio (28% a 29%), rural (entre 30% a 32% beneficiados pelo crédito).

Aroldo Silva Filho explicou essa diversificação, atendendo todos os setores da economia com equilíbrio. “Descentralizar a carteira evitando que qualquer sobressalto em uma parte da economia não afete diretamente as finanças. Quando nosso estado, muito concentrado no setor rural, vive uma crise hídrica, sem precedente na história, com grande parte desses produtores se tornando inadimplentes, temos que fazer muitas ações para negociar as dívidas”.

Como “protagonista do desenvolvimento capixaba”, segundo as palavras de Aroldo Natal Silva Filho, o banco cumpre o papel de “desenvolver o estado e ajudar o fomento da economia”.  Por isso, para superar a crise e “atender os produtores, tivemos de lançar mão de recursos próprios do banco para que a gente pudesse ir a campo e fazer nossas renegociações, mas com nossos recursos, afinal de contas, não podíamos deixar os nossos produtores desamparados. É nossa missão também olhar o setor rural”. (Fonte: Webales)