Desacordo entre prefeitura e PM deixa praça sem policiamento

Equipe da PM esteve trabalhando durante duas semanas na praça, evitando brigas e confusões

Foi bom enquanto durou. Mas as pessoas que frequentam a parte sul da praça Senador Atílio Vivácqua voltaram a viver em clima de insegurança depois que a Polícia Militar decidiu retirar os policiais do local, no início desta semana. Um acordo feito com pelo  tenente Chagas, do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e o chefe do setor de Trânsito da prefeitura, Adilson Melo, com anuência do prefeito Alencar Marim, definiu que seria implantada uma base da PM na rua lateral sul da praça, que ficaria fechada para o trânsito.

“A implantação dessa base na praça tem dois objetivos: O primeiro é dar maior segurança ao setor bancário e comércio do centro e o segundo, é coibir  tráfico de drogas, prostituição e baderna que sempre acontecem na ala sul da praça”, explicou o tenente Chagas dias antes do começo da operação.

Já o chefe do setor de Trânsito, Adilson Melo, informou que a base ficaria na entrada da rua lateral da praça. “A rua – onde fica o Batalhas Bar e o ponto de mototáxi – será fechada para o trânsito a partir de amanhã. Hoje, solicitamos à Secretaria Municipal de Serviços, que fizesse a limpeza do local para a instalação da base da PM que vai fechar a entrada da rua pela avenida Prefeito Manoel Vilá”, disse ele no dia 24 do mês passado.

No entanto, o próprio tenente Chagas disse ao site Voz da Barra que retirou a viatura – a van que ficaria no local só esteve lá uma vez – da praça por falta de “contrapartida” da administração municipal. “Nós precisamos de contrapartida para dar melhores condições de trabalho aos policiais. Uma delas seria a retirada da cobertura dos quiosques e cancelamento da concessão de uma sorveteria na praça, além da retirada dos mototaxistas”, reivindicou.

Adilson Melo, por sua vez disse que havia sugerido ao prefeito Alencar Marim, o cancelamento da concessão do quiosque que existe hoje na praça e é ocupado por uma sorveteria que acabou virando lanchonete. “No projeto original da praça, o quiosque deveria abrigar uma biblioteca, mas o prefeito José Honório Machado deu a concessão para a instalação de sorveteria no local. Agora, vamos sugerir que o quiosque seja cedido para a base fixa da Polícia Milita”, revela.

A mudança do ponto dos mototaxistas também está nos planos da prefeitura, mas de acordo com Adilson, depende de tempo para a mudança. “Já a questão da retirada das coberturas onde as pessoas se reúnem para jogar bisca, e que também é utilizada pelos mendigos que vivem no local, nós não podemos fazer de qualquer jeito porque a praça é tombada. Seria necessário a aprovação de uma lei na Câmara Municipal”, explica.

INSEGURANÇA  – Para os frequentadores da praça e também para o proprietário de um bar nas imediações, a retirada da PM foi um “gol contra” a população. “As coisas estavam melhorando bastante, as brigas estavam acabando e a prostituição na praça também. Agora voltou tudo ao que era antes”, lamenta André Batalha, do Batalhas Bar.

Para um aposentado que costuma jogar bisca no local a PM deveria permanecer por ali, oferecendo segurança aos cidadãos e evitando que aquela parte da praça seja ocupada por marginais, traficantes e prostitutas. (Weber Andrade)