Corpos de irmãos mortos em incêndio devem ser levados para a Linhares nesta terça-feira

Uma funerária do município foi contratada pela família das crianças para realizar o serviço assim que os corpos forem liberados do DML de Vitória.

Os corpos dos irmãos Joaquim Alves Sales, de 3 anos, e Kauã Sales Burkovsky, de 6, deverão ser encaminhados nesta terça-feira (08) para Linhares, no norte do Estado, onde serão sepultados. Uma funerária do município foi contratada pela família das crianças para realizar o serviço assim que os corpos forem liberados do Departamento Médico Legal (DML) de Vitória.

Nesta segunda-feira (07), foi concluído o laudo do exame de DNA que identificou os corpos dos dois meninos, que morreram na madrugada do dia 21 de abril, durante um incêndio na casa onde eles moravam, em Linhares. Com isso, os corpos já estão disponíveis para liberação. No entanto, até o momento, nenhum familiar esteve no DML para fazer a liberação, que pode ser feita diariamente das 8 às 22 horas.

Durante a tarde, uma advogada da família esteve no departamento com uma procuração assinada por um familiar dos meninos, autorizando que ela fizesse a liberação dos corpos. No entanto, segundo policiais civis que trabalham no DML, como os corpos estão no local há mais de 15 dias, é necessário que o documento contenha a assinatura de um juiz da comarca onde os meninos morreram, no caso a de Linhares.

Já o exame que apontará se Joaquim e Kauã foram agredidos ou dopados antes de morrer ainda não tem prazo para ser concluído. A expectativa é de que esse resultado seja conhecido nos próximos dias.

A Polícia Civil informou que o caso segue sob segredo de Justiça, com acompanhamento do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Informações adicionais, além das já divulgadas, serão passadas pelo delegado responsável pelo caso, somente após a conclusão do inquérito policial.

Prisão

O pastor George Alves, pai de Joaquim e padrasto de Kauã, está preso desde o último dia 28 em uma cela separada no Centro de Triagem de Viana, onde cumpre mandado de prisão temporária. A Justiça decretou a prisão do pastor por 30 dias, para evitar que ele atrapalhe nas investigações. Um pedido de habeas corpus feito pela da defesa de George Alves para que ele fosse solto foi negado pela Justiça.

Dois dias após a tragédia, quando foi ao DML de Vitória para que a polícia pudesse coletar seu material genético para o exame de DNA, George Alves atendeu a imprensa e disse que estava em casa quando o incêndio aconteceu. O pastor alega que tentou salvar os meninos, mas não conseguiu.

Ele contou que estava dormindo no momento que o fogo começou e que, quando acordou, viu tudo pela babá eletrônica. George disse que, em seguida, foi ao quarto dos meninos para tentar salvá-los e que, durante a ação, ficou com os pés e as mãos queimadas.

No entanto, um prontuário médico realizado pelo Hospital Geral de Linhares (HGL), horas depois do incêndio, não relata nenhuma tipo de queimadura encontrada no pastor, que teria procurado atendimento no hospital. As informações contidas na ficha de atendimento referem-se a abalo emocional, mas não a queimaduras.

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