Arquivo por ‘Policial’ Categoria

Page 77 of 134« First...102030...7576777879...90100110...Last »

1_3 (1)As autoridades venezuelanas detiveram mais um envolvido no assassinato da ex-miss Mónica Spear e seu marido, Thomas Berry, e agora já são nove os suspeitos capturados, informou o diretor da polícia científica, José Sierralta.

O funcionário informou que Franklin Daniel Cordero Álvarez, de 28 anos, foi capturado em uma localidade do estado de Yaracuy (noroeste) e será colocado à disposição do Ministério Público.

Na véspera, Sierralta informou que um jovem venezuelano de 18 anos se entregou no sábado à polícia por ter participado do assassinato da ex-miss.

“Informamos que José Gregorio Ferreira Herrera (18 anos), chamado de ‘El Junior’ e vinculado ao caso Spear, se entregou às autoridades #CICP”, escreveu Sierralta em sua conta no Twitter.

Sierralta acrescentou que Herrara “conduziu os peritos ao local onde deixou alguns dos pertences da atriz”. As autoridades buscam outras três pessoas envolvidas no homicídio.

Os outros sete detidos, incluindo dois adolescentes de 15 e 17 anos, estão em prisão preventiva pelos crimes de homicídio doloso, roubo agravado, obstrução de via pública, entre outros.

Na noite de segunda-feira, Spear, de 29 anos, e seu marido, de 39, foram mortos a tiros dentro de seu carro, enquanto sua filha de cinco anos ficou ferida na perna direita, sem gravidade.

acidente_norte_002Quatro pessoas de uma família de Nova Venécia morreram e uma criança de 10 anos sobreviveu em um acidente, na tarde deste domingo (14). A batida foi por volta das 14h, na ES-080, em São Domingos do Norte,Espírito Santo. Mesmo quem não conhecia as vitimas ficou abalado com essa tragédia no trânsito. O carro em que os cinco estavam foi atingido por um caminhão, que depois ainda derrubou um poste.

De acordo com a Polícia Civil, a principal suspeita é de que o caminhão teria invadido a pista contrária e batido no carro da família. O motorista do caminhão foi levado para o posto da Polícia Rodoviária Estadual. Os policiais disseram que ele não podia dirigir, já que a habilitação estava suspensa desde dezembro do ano passado.

Seria uma viagem de férias, mas terminou da pior forma possível. O carro ficou completamente destruído. A batida foi tão forte que o teto do veículo foi arrancado. A motorista de 31 anos, o marido e os dois filhos – um de sete anos e o outro de um ano e oito meses – morreram na hora.

acidente_norte_004

Eles seguiam para Vitória para passar as férias. Um menino de 10 anos foi o único que saiu com vida. Ele foi socorrido pelas pessoas que passavam na hora do acidente e levado para o hospital de São Gabriel da Palha. Até as 19h, não havia informação do estado de saúde da vítima.

Foto JulioUm dos mais renomados estudiosos da segurança pública do Brasil, o professor e coordenador do curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Segurança Privada (e do Cidadão) da Universidade de Vila Velha e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da Associação Internacional dos Chefes de Polícia, o coronel da reserva remunerada da Polícia Militar do Espírito Santo Júlio Cezar Costa criticou nesta segunda-feira (06/01) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 51/2013) que muda radicalmente as polícias no Brasil.

A PEC, que institui a desmilitarização e unificação das policias estaduais, se encontra na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A PEC 51/2013 também estabelece a criação de uma Ouvidoria externa para as policias e confere autonomia para que os estados decidam qual modelo de policiamento adotar, desde que a força policial seja civil e de ciclo completo – ou seja, que uma mesma corporação realize as funções de policiamento ostensivo e de investigação. Para o coronel Júlio Cézar Costa, o Estado brasileiro vira as costas para a segurança pública e as políticas para o setor têm sempre um caráter midiático:

“O pronunciamento oficial da Presidente da República, ocorrido em cadeia nacional de rádio e televisão, no último dia 29 de dezembro, deixou bem claro que segurança pública não é prioridade do Estado brasileiro. Em nenhum momento a área de segurança pública foi citada, mesmo que os prejuízos com a insegurança alcancem, anualmente, cerca de 12% de nosso PIB e 50 mil brasileiros sejam fatidicamente vitimados, segundo pesquisas. Infelizmente a PEC 51 é um oportunismo político idêntico a tantos outros que por vezes, diante do clamor popular, surgem neste Brasil quinhentista. É indubitavelmente mais um apelo midiático”, diz o coronel Júlio Cézar Costa, um dos idealizadores da Polícia Interativa e do Programa de Planejamento de Ações de Segurança Pública (Pro-Pas) e que, em 2012, publicou em parceria com o coronel da reserva remunerada João Antonio da Costa Fernandes, o livro “Segurança Pública: Convergência, interconexão e interatividade social”.

 
Blog do Elimar Côrtes – O que o senhor acha da discussão em torno da PEC 51?
Coronel Júlio Cezar Costa – Antes de responder, propriamente, penso que o debate sobre a desmilitarização da polícia deveria ser, necessariamente, precedido ou mesmo acompanhado por uma ampla discussão sobre o sistema de Justiça Criminal, gênero do qual a Polícia Militar é apenas mais uma das espécies. Não adiantará quase nada reformular, sob quaisquer critérios, as polícias, sem também refletir sobre a excessiva burocracia judicial, a ausência de estrutura para a produção de provas periciais de melhor qualidade, o processo penal enquanto instrumento para aplicação da Justiça – lembremos que no Brasil temos um dos piores índices de apuração de crimes do mundo – entre tantos outros temas pendentes.

A visão de que a segurança pública é um problema apenas policial, e de que todos os males estão somente na polícia, certamente atrapalha a nossa percepção para o verdadeiro problema e sua consequente solução, que deve ser sistêmica e não isolada.

Sou a favor de uma reforma que introduza no sistema de Justiça Criminal do Brasil uma política pública de segurança pública. É bom destacar que tal reforma é necessária e inadiável. No que concerne à PEC 51 sou ativamente contra, pois ela traz um adjetivo como se fosse um substantivo, ou seja, extingue três dos seis órgãos de segurança pública previstos na Constituição Federal de 1988, não alterando nada no conjunto dos demais subsistemas, entre os quais o Penitenciário e oJudiciário, que têm gargalos enormes.

Em países como a Itália, França, Portugal e Espanha existem polícias militares e nem por isto a segurança pública está fora de controle. A PM, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil não são aúnica causa dos nossos problemas de insegurança pública e é maniqueísta, sobretudo ideológica, a visão de extingui-las como se isto resolvesse o problema crescente de violência criminalizada.

Os problemas de insegurança no Brasil têm raízes telúricas e não são meramente conceituais, ou seja, de investidura militar ou civil, como quer fazer crer a PEC 51. O que nos falta é interesse político em resolver esta questão de forma estrutural e não apenas semântica.

Qual a sua visão sobre a criação da PEC nesse momento?
O pronunciamento oficial da Presidente da República, ocorrido em cadeia nacional de rádio e televisão, no último dia 29 de dezembro, deixou bem claro que segurança pública não é prioridade doEstado brasileiro. Em nenhum momento a área de segurança pública foi citada, mesmo que os prejuízos com a insegurança alcancem, anualmente, cerca de 12% de nosso PIB e 50 mil brasileiros sejam fatidicamente vitimados, segundo pesquisas.

Infelizmente a PEC 51 é um oportunismo político idêntico a tantos outros que por vezes, diante do clamor popular, surgem neste Brasil quinhentista. É indubitavelmente mais um apelo midiático. É bom lembrar que esse debate ressurgiu por ocasião das manifestações populares de 2013, a chamada “Primavera de Junho”, e a atuação das Polícias Militares para a manutenção da ordem pública. Passada a euforia popular, que clamava por reformas políticas, tributárias, eleitorais, sociais, entre tantas outras, a questão ficou resumida apenas ao aspecto meramente policial, como se esse fosse o único de nossos problemas.

É claro que os excessos ou os erros da polícia nesses episódios devem ser tratados à luz da lei, com severas punições aos culpados, conquanto discorde dessa simplificação que perdura desde quase sempre no Brasil, que trata tudo como se o problema fosse a polícia. Reafirmo, necessitamos refletir muito na busca de uma nova formatação policial, mas quem leu os cartazes ou ouviu o clamor das multidões sabe que existem muitas outras reformulações e necessidades paralelas pedidas pelo povo brasileiro.

Pelo jeito, a PEC 51 deixa lacunas…
Deixa inúmeras lacunas. Ela não gerará nenhuma reforma em seu conteúdo, mas inadvertidamente ou não, ela oportuniza a criação da “babel da segurança pública”, pois extingue a Polícia Militar, a Polícia Civil e os Corpos de Bombeiros, deixando à deriva um corpo policial de quase 500 mil homens e mulheres inativos, recebendo salários, preservando direitos e prerrogativas, mas sem qualquer funcionalidade e destinação operacional. Isto fica claro ao se analisar o texto contido no artigo 5º da referida PEC. Esclareça-se que a própria PEC não propõe a alteração do artigo 42 da carta de 1988.

Com a aprovação da PEC 51, como ficariam os seguintes setores:
Extinção da PM, PC e Corpo de Bombeiro Militar: Deixam de existir a Polícia Civil, a Polícia Militar e os Corpos de Bombeiros Militares, e copiando a tradição e cultura inglesa e norte americana, diga-se, a contrassenso de nossa cultura e tradição romana e latina, poderemos vir a ter dezenas, centenas e até milhares de polícias no País, pois cada governador poderá criar quantas policias quiser, e cada prefeito também, respeitando-se apenas a territorialidade.

Só para exemplificar se nos basearmos nos EUA que hoje têm cerca de 23 mil instituições policiais, é claro dentro de outra cultura, aqui poderemos imaginar o que essa PEC poderá provocar, caso aprovada. Sem contar a questão financeira, pois como se sabe a maioria dos municípios brasileiros não possui sequer condições de ofertar, com razoável qualidade, os serviços básicos de saúde, educação, entre tantos outros, determinados pela Consitutição Federal de 88. Fica a pergunta: Como será custear e manter um corpo policial? Sairá esse recurso dos Estados, da União, ou se aumentará ainda mais a carga tributária? São muitas as indagações que a PEC não responde.

Investigação policial: O que se quer instituir é o ciclo único de polícia, o que é algo realmente necessário, mas a PEC é obscura no que se refere à funcionalidade instrumental das novas e inúmeras polícias que poderão ser criadas. Explico: a PEC não extingue o inquérito policial criado em 1871, nem tampouco traz o juizado de instrução, enfim teremos nomes bonitos, conceitualmente corretos, mas a prática continuará a mesma que tem gerado impunidade e abarrotado os Fóruns e Promotorias criminais, impedindo a efetiva realização da Justiça.

Investidura pública dos novos policiais: É mantida a investidura militar para os atuais policiais militares e bombeiros militares e a partir da promulgação da PEC, caso ocorra, todo policial brasileiro terá investidura de natureza civil, tal qual acontecia até 1988, antes da atual constituição.

Hierarquia na polícia: Quanto à hierarquia a PEC trás a expressão carreira única de forma generalizada, deixando a entender que também nessas novas organizações policiais existirão níveis diferentes de autoridade e comando. A PEC propõe a realização de concursos internos de acesso sem especificar a quem se destinarão.

Fiscalização da atividade policial: Outro equívoco da PEC é a proposta de criação de uma super Ouvidoria externa com autonomia orçamentária, administrativa e funcional que não somente poderá vir a concorrer com o que hoje é atribuição do Ministério Público, mas, sobretudo, pretende-se com a criação deste órgão sobrepor atribuições que retirarão dos governadores de Estados e ou prefeitos municipais a capacidade de gerir administrativamente, no campo disciplinar e administrativo essas forças policiais que venham a existir, criando um duplo comandamento das mesmas.

Guardas municipais: Diferentemente do tratamento dado aos Corpos de Bombeiros e às Polícias Civis e Militares que, segundo a PEC, serão extintas, as guardas municipais poderão ser convertidas, a critério de cada prefeito, em polícias municipais, sendo que só com esta atitude já teríamos quase mil e quinhentas novas polícias no País sem qualquer estrutura sistêmica de controle ou integração. As responsabilidades de cada uma dessas polícias municipais tornam-se difusas e desconcentradas.
Prisões: A PEC omite em seu texto qualquer referência a este título, supondo que nada se alterará, mantendo-se o que hoje é prescrito pela atual legislação. É bom lembramos que existem nos dias atuais mais de 280 mil mandados de prisões em aberto e o sistema penitenciário tem um déficit de 238 mil vagas.

Qual o histórico da Polícia Militar no Brasil?
A Polícia Militar tem suas origens nas antigas Maréchaussée (Polícia Montada) que depois, em 1791, foram transformadas em Gendarmarias na França. No Brasil, replicando o modelo francês, foram criadas a partir de 1831, e somente em 1934 passaram a constar na Constituição Federal e hoje, além de atuarem no policiamento ostensivo nos Estados, é também base da Força Nacional de Segurança, que nada mais é do que um misto de policiais de todos os estados do Brasil que trabalham aos cuidados do Governo Federal em conflitos de urgente resolução país a fora.

Foto DetenA Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten) da Polícia Civil assumiu papel de destaque na área de segurança pública do Espírito Santo. Mesmo com uma estrutura aquém de sua importância, a Deten prendeu em 2013 mais de 400 traficantes. Um trabalho ininterrupto e incansável de seus três delegados, escrivães, investigadores e agentes de Polícia.

Ainda no ano passado, a Deten, comandada pelo delegado Diego Yamashita, foi responsável pela maior apreensão de crack do Estado – 65 quilos. Ao todo, em 2013, foram apreendidos 139 quilos da droga da morte. Para se ter ideia da importância da apreensão, no mercado cada quilo de crack é vendido a R$ 13 mil. De cada quilo,os traficantes costumam fazer render mais cinco quilos.

No mesmo período, a Deten, além de ter prendido 436 criminoso – entre traficantes e homicidas –, também foi responsável pela apreensão de 126 armas de fogo e 1.933 munições. Os bandidos foram presos em operações da própria Deten.

Já os traficantes presos pela Polícia Militar não são levados para a Deten. Por se tratar de prisão em flagrante, os casos vão direto para uma delegacia distrital ou Departamento de Polícia Judiciária. Por isso, não entram na contabilidade da Deten.

Antes, a Deten funcionava num velho prédio da avenida República, no Centro de Vitória. Agora, está no afastado bairro de Jardim Limoeiro, na Serra. Longe, as equipes da Deten acabam encontrando dificuldade quando precisam realizar operações em Vila Velha e Cariacica. O melhor local para a instalação da Deten seria Vitória.

As autoridades do governo do Estado, entretanto, ainda não acordaram para a importância de uma unidade mais estruturada de combate ao tráfico de drogas, embora as  estatísticas da Secretaria de Estado da Justiça indicam que 70% da população carcerária do Espírito Santo são formados por traficantes. E mais: dos homicídios registrados no Estado – no ano passado foram 1.565 –, mais de 70% são provocados em decorrência do envolvimento de vítimas e acusados com o tráfico.

Logo, o que hoje é uma delegacia, já deveria ter sido transformada em uma divisão, como já existem as Divisões de Homicídios e Crimes contra o Patrimônio.

À frente da Deten está o delegado Diego Yamashita, 34 anos. Natural de São Paulo, ele está no Espírito Santo há sete anos. Inscreveu-se para o concurso de delegados da Polícia Civil aberto no final de 2005; fez todas as etapas do certame no ano seguinte; e, em 2007, começou a trabalhar. Ficou seis meses atuando nos Plantões dos DPJs e em seguida foi transferido para a Deten.

Profissional devotado, apesar das dificuldades do cotidiano, o delegado Diego Yamashita conversou com o Blog do Elimar Côrtes nesta terça-feira (07/01). Falou de sua paixão pela carreira de delegado de Polícia, do combate ao tráfico de drogas, como é o trabalho da Deten no dia-a-dia e, sobretudo, das angústias que vive no Espírito Santo por causa das dificuldades da profissão, que não é valorizada pelo governo do Estado.

Blog do Elimar Côrtes – Como explicar o grande número de prisão de traficantes com os altos índices de homicídios no Estado, se o tráfico está por trás da maioria dos assassinatos?
Diego Yamashita – Eu costumo dizer que o tráfico, apesar de ilícito, é um comércio; um grande comércio. Enquanto tiver gente disposta a comprar drogas, haverá vendedor, mesmo com as prisões e mortes de traficantes.

A lei brasileira afrouxou o tratamento dado aos usuários, acabou-se a pena de prisão para usuários de drogas. O máximo que existe é uma admoestação – quando o usuário, depois de preso, é levado à presença da Justiça e leva uma advertência verbal do juiz. Ou existe  pena alternativa, com pagamento de prestação de serviço à comunidade.

– Como é hoje o trabalho da Deten?
– Trabalhamos em duas frentes: uma micro e outra macro no combate ao tráfico de drogas. Na micro, trabalhamos basicamente com informações do Disque Denúncia da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). Em 2031, recebemos mais de 5 mil denúncias relacionadas ao tráfico de drogas. Quando recebemos as denúncias, as equipes fazem levantamento, checamos a veracidade e efetuamos as prisões.

Já o trabalho macro tem a finalidade de atacar os fornecedores dos traficantes. Desmantelamos quadrilhas interestaduais, cruzamos investigações e informações com outros órgãos de segurança, como a Polícia Federal. Procuramos, sobretudo, descapitalizar os traficantes, com a apreensão dos produtos, além de carros e outros bens.

– Qual a maior dificuldade de ser delegado de Polícia Civil no Espírito Santo?
– Sem duvida, é a desmotivação por conta do baixo salário. Eu sempre quis ser delegado de Polícia. Desde a idade de colegial meu sonho era ser delegado. Quando fiz vestibular, me inscrevi de primeira para o curso de Direito, na Faculdade Padre Anchieta, de Jundiaí, minha cidade natal, interior de São Paulo, onde me formei. Fiz concursos públicos em varas partes do País e fui aprovado para o cargo de delegado de Polícia Civil nos Estados de São Paulo, Sergipe e Espírito Santo.

– O que motivou o senhor a optar pelo Espírito Santo?
– Aprovado nos três estados, tive que escolher. Preferi a terra capixaba por dois motivos: primeiro é que em 2007, quando fui aprovado, o Espírito Santo pagava o quarto melhor salário do País. Além disso, meus pais sempre visitam este Estado. Ao longo desses quase sete anos, todos os estados da Federação melhoraram o salário de delegado de Polícia, menos o Espírito Santo, que é o penúltimo, e a Paraíba.

O baixo salário, de fato, desmotiva. Não ter o reconhecimento do Estado é muito frustrante. Nós trabalhamos diuturnamente; os traficantes não param. Pelo contrário, os traficantes, que atuam no sistema macro, agem nos finais de semana e nas madrugadas, por acreditar que estão livres do policiamento. Nós, delegados, deixamos de curtir a vida como outras pessoas comuns.

Tem ainda o desgaste emocional, porque lidamos com a pior espécie de criminosos, que são os traficantes. O risco de morte é iminente; temos que estar atentos a tudo e a todos.

– O que faz um delegado a continuar na luta?
– Somos inseridos dentro do sistema de Justiça. No entanto, nosso salário é 30% do que recebe, por exemplo, um promotor de Justiça. Todavia, o que nos motiva a lutar contra o crime é esperar que a sensibilidade atinja quem tem condições de mudar essa situação, que são os governantes. Uma coisa a sociedade pode estar certa: nasci delegado e vou até o fim.

– O senhor está arrependido por ter escolhido ser delegado de Polícia Civil no Espírito Santo?
– Claro que não. Como já disse, amo a profissão de delegado. Amo o Espírito Santo e vou ficar aqui. Porém, ajudando meus colegas na luta por um salário mais digno.

Saiba Mais

Prisões: 436 criminosos (traficantes e homicidas)

Apreensões:
- Crack: 139kg
- Cocaína: 105kg
- Maconha: 913kg
- LSD: 987 micropontos
- Ecstasy: 197 comprimidos
- MDMA/Cristal: 150g
- Haxixe: 1kg
- Armas: 126
- Munições: 1.933

downloadNa manhã da segunda-feira (06), próximo a localidade conhecida por “Lixão” de Nova Venécia, E. T. D. S, vulgo “Alagoinha”, de 27 anos, foi detido pelos policiais militares do 2º Batalhão. O homem era foragido da Justiça.

A prisão ocorreu por intermédio de denúncia anônima informando que “Alagoinha”, havia cometido um homicídio no Estado de Alagoas e estava nas proximidades do Lixão.

Diante dessas informações, os militares foram ao local e abordaram o suspeito que em consultas no sistema foi constatado que ele responde um processo por homicídio qualificado e estava foragido da Comarca de Teotônio Vilela, em Alagoas.

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Nova Venécia.

JpegA atuação da Polícia Militar em todo o Estado resultou na apreensão de 20 armas de fogo. As apreensões foram realizadas na Região Metropolitana e no interior do Estado, entre sexta-feira (03) e sábado (04).

Na Grande Vitória, no município da Serra, as apreensões ocorreram no bairro Santo Antônio, onde foi recolhida uma pistola calibre 380 com um carregador contendo 12 munições. No local ainda foram apreendidas 26 pedras de crack e R$ 435,00 em espécie. Duas pessoas foram detidas e um adolescente foi apreendido na ação.

No bairro Feu Rosa, foram apreendidas duas espingardas e um revólver calibre 22, além de munições. Dois adolescentes foram apreendidos com as armas. Em Novo Horizonte, um veículo foi abordado e no seu interior foi encontrado um revólver calibre 38 com três munições. Quatro pessoas foram detidas e um adolescente foi apreendido.

Em Vitória, no bairro Santa Helena, dois adolescentes de 17 anos foram apreendidos e um homem de 30 anos detido. Com eles foram encontrados um revólver calibre 38, 148 pedras de crack, 31 papelotes de cocaína, R$ 2.291,45 em espécie e três aparelhos celulares.

Em Guarapari, na Praia do Morro, os policiais apreenderam um revólver calibre 32, uma balança de precisão, R$ 1.227,00 em espécie, 135 gramas de maconha, quatro buchas de haxixe e cocaína. Dois adolescentes de 17 anos foram apreendidos na ação.

No município de Vila Velha, no bairro Alecrim, os policiais apreenderam um revólver calibre 32 com duas munições. Dois adolescentes foram apreendidos e um jovem detido. No bairro Araçás, dois adolescentes foram apreendidos com uma pistola calibre 635 de fabricação Tcheca.

No bairro Divino Espírito Santo, o adolescente P.H.F.S., de 16 anos, foi apreendido, pois com ele foi encontrada uma pistola calibre 380 com dois carregadores contendo 25 munições e 26 pedras de crack.

Em Boa Vista I, os militares apreenderam um revólver calibre 32 com quatro munições. Um adolescente foi aprendido. Em Aribiri e no bairro Santa Rita, os policiais detiveram um jovem de 21 anos e apreenderam dois adolescentes. Com eles foram encontrados dois revolveres calibre 38 com 12 munições. Contra o jovem havia ainda um mandando de prisão em aberto.

Apreensões na Região Norte

Em São Mateus, um adolescente foi apreendido com uma garrucha de dois canos, no bairro Vitória. No município de Pedro Canário, no bairro Esplanada, os policiais detiveram um casal, pois com eles foram encontradas uma pistola calibre 380 com dois carregadores contendo 19 munições, além de um cheque no valor de R$ 38 mil e R$ 974,00 em espécie.

Em Pinheiros, no bairro Vila Nova, um jovem de 19 anos foi preso com um revólver calibre 38 com três munições, além de uma pedra de crack e um papelote de cocaína. No bairro Galileia, um homem foi detido e com ele apreendido um revólver calibre 38 com cinco munições.

No município de Linhares, no bairro Movelar, os militares apreenderam um adolescente de 17 anos e detiveram um jovem de 19 anos e com eles encontraram um revólver calibre 32 com três munições deflagradas. Já no bairro Santa Cruz, J.R.M., de 16 anos, foi apreendido com uma motocicleta com restrições de furto e roubo, além de ser encontrado com ele um garrucha.

Apreensão na Região Sul

Em Cachoeiro de Itapemirim, no bairro Valão, dois jovens foram abordados com uma motocicleta e detidos pelos militares. Na residência de um deles foi encontrado um revólver calibre 32.

imagesA equipe de policiais do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Linhares prendeu um guarda municipal suspeito de furtar roupas e alimentos que estavam sendo doados às vítimas da chuva no município.

Segundo informações do plantonista do DPJ no dia do crime, delegado Thiago Cavalcante, o homem identificado como C.C.S., 57 anos, foi preso no sábado (28) após denúncias da população local. “No carro do suspeito foi encontrado uma enorme quantidade de produtos, que foram roubados de um ginásio usado como depósito das doações”, contou o delegado.

Ele ainda ressaltou que o detido alegou que colocou o material no carro pois doaria para uma família de Vitória, que também sofreu com a chuva. “Sua função era somente vigiar as doações e não encaminhá-las para outras famílias. O crime chocou a todos pois quem estava lá para vigiar foi quem subtraiu as doações”, ressaltou Cavalcante.

C.C.S. foi encaminhado para a Penitenciária Regional de Linhares (PRL), onde responderá por tentativa de peculato.

chefatura_policia_civil_es2A Polícia Civil por meio da sua Comissão de Permanente de Promoção divulgou no Diário Oficial desta segunda-feira (06) a lista com o resultado provisório da promoção de 187 policiais civis.

A listagem é referente ao segundo ciclo promocional transitório. Ao todo 117 policiais foram considerados aptos para serem promovidos para a segunda categoria sendo 110 agentes de polícia, dois peritos criminais, um delegado de polícia, um escrivão de polícia, um investigador de polícia, um médico legista e um perito bioquímico toxicologista.

Outros 51 policiais tiveram avaliação positiva para serem promovidos para a categoria especial sendo que 35 deles são investigadores de polícia, 12 perito papiloscópicos, um delegado de polícia, um escrivão de policia e dois peritos criminais.

Além desses, 17 escrivães de polícia, um perito criminal e um perito criminal especial também estão aptos para serem promovidos para a primeira categoria.

A chefe da Divisão de Recursos Humanos e presidente da Comissão de Permanente de Promoção, delegada Ana Cristina Forratini de Lima, orienta que o policial que foi aprovado no processo de promoção poderá interpor recurso em desfavor do resultado de promoção no prazo de 15 dias consecutivos a partir desta segunda-feira (06).

 

Outras progressões
No último dia 23, foi publicada no Diário Oficial a lista de progressão funcional de 290 policiais civis. Entre os beneficiados estão delegados, escrivães, peritos, investigadores, agentes, médicos legistas e fotógrafos criminais.

A portaria n° 947-S que homologa as progressões foi assinada no último dia 19 pelo secretário de Estado e Gestão de Recursos Humanos (Seger), Pablo Rodnitzky. Ao todo avançaram horizontalmente na tabela de subsídios para cada cargo 92 agentes de polícia, cinco auxiliares de perícia médico legal, 34 delegados de polícia, 29 escrivães de polícia, 116 investigadores de polícia, cinco médicos legista, três peritos bioquímico toxicologista, quatro peritos criminais, 26 peritos papiloscópicos, dois peritos criminais especiais e três fotógrafos criminais.

A progressão funcional é realizada a cada dois anos de serviço, onde os policiais progridem na tabela e vão para a coluna seguinte referente aos anos de trabalho prestados à instituição. O policial recebe também aumento em seu subsídio de acordo com cada evolução.

No dia 22 de julho do ano passado , 355 policiais civis foram beneficiados com a progressão funcional. A portaria nº 533-S homologou as progressões de 208 investigadores de polícia, 71 agentes de polícia, 38 peritos papiloscópicos, 26 escrivães de polícia, cinco delegados de polícia, quatro médicos legistas, um auxiliar de perícia médica legal, um perito bioquímico toxicologista e um perito criminal.

Em outubro de 2012, foi autorizada a progressão funcional de 305 policiais civis que estão em exercício. Entre os beneficiados estão 86 escrivães, 67 delegados, 61 peritos, 36 investigadores, 26 agentes, 14 auxiliares de perícia médico legal, seis médicos legistas, quatro assistentes sociais, dois fotógrafos criminais, dois psicólogos e um perito bioquímico toxicologista.

Já no mês de maio, 365 policiais civis de diversos cargos receberam a progressão funcional. Foram 207 investigadores, 58 agentes de polícia, 37 peritos, 24 escrivães, 20 delegados, 18 médicos legistas e um auxiliar de perícia médica.

Em junho de 2011, 185 policiais civis também foram beneficiados com a progressão funcional. A solicitação foi feita pelo Chefe de Polícia Civil, delegado Joel Lyrio Junior. A autorização do benefício contemplou seis delegados, três escrivães, um agente e 29 investigadores.

www.dio.es.gov.br

imagesTodos os delegados do Espírito Santo estão reunidos nesta quarta-feira(08 de janeiro de 2014)em Vitória com o chefe da polícia civil dr Joel Lirio,para apresentação da nova estrutura organizacional da polícia civil.

Entre várias novas estruturas estão a criação da Regional de Nova Venécia,Criação da superintendência de Polícia do interior norte com sede na cidade de Linhares e superintendência da polícia do interior sul com sede em Cachoeiro de Itapemirim.

Com as mudanças a Polícia Civil ficará mais regionalizada,ou seja,a polícia civil ficará mais próxima do cidadão com um atendimento melhor e principalmente com a criação do SML(Serviço Médico Legal) na cidade de Nova Venécia,onde terá mais agilidade nas perícias quando ocorrer um fato de acidente,morte violenta e outras mortes com dúvidas sem causa aparente.

padroes-manchas-sangue-2Gleyciel Cândido Lusquinho, 14 anos, foi morto dia 22/12/2013 no Bairro Altoé, em Nova Venécia por ciúmes. Quatro pessoas (Andréia Amaro da Silva, 18 anos; Jorge Mariano da Silva, 48 anos; Janine Fantecelle, 26 anos; E. C. S., 14 anos) foram responsáveis pela sua morte.

O adolescente foi atraído por Andréia Amaro para ser morto na casa de Jorge Mariano. Havia uma rixa por ciúmes que envolvia Pâmela e Gleyciel. Andréia também era interessada em Gleyciel e não se conformou com a situação.

Eles faziam uso de bebida alcoólica. Todos também eram usuários de droga.

Após ingerirem bebidas, partiram para a execução do plano macabro. Enforcaram o adolescente com um fio de antena parabólica até o desmaio. Em seguida, Andréia desferiu um golpe de martelo na cabeça de Gleyciel. Deram coronhadas com uma garrucha. Jorge desferiu vários golpes de marreta na cabeça de Gleyciel. Logo em seguida, Andréia deu uma facada no tronco da vítima.

Gleyciel proferiu a última palavra antes da morte: “Pâmela”. Nesse momento, Jorge irritou-se: pegou a faca, abriu o tronco do adolescente, retirou órgãos e vísceras, encheu um copo de sague e bebeu juntamente com E. C. S.

Em continuidade, colocaram as vísceras dentro do corpo e todos enterraram em uma cova rasa no quintal de Jorge.

Uma denúncia anônima levou a polícia militar e civil ao local . Os maiores foram presos e encaminhados ao presídio de São Mateus. O menor foi internado em Vitória.

Gleyciel tinha cinco passagens por furto no município. Apesar das várias solicitações da polícia civil ao Ministério Público, ele nunca foi internado.

Jorge, Janine e Andréia não tinham passagem policial. Responderão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores e podem ficar presos por até 37 (trinta e sete) anos.

E. C. S. tem passagem policial por furto de veículo. Responderá por ato infracional análogo a homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Pode ficar internado por até três anos.

Gleyciel 1 (1)ova

 

Gleyciel 1 (2)

 

andreia

 

janine

 

jorge

 

E. C. S.

Page 77 of 134« First...102030...7576777879...90100110...Last »
   
 
 
© 2012/2015 Site Voz da Barra - Edit by Nuvem UP - Agência Web - Todos Direitos Reservados.