Construção civil puxa empregos formais para cima em São Francisco

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A construção civil foi, pelo segundo mês consecutivo, o carro chefe da geração de emprego formal em Barra de São Francisco. No mês de agosto o setor gerou dez vagas, mas teve quatro demissões, restando um estoque de seis empregos (31,58%). Em setembro, o setor registrou 27 contratações e quatro demissões, restando um saldo positivo de 23 empregos (92%).

O comércio, maior gerador de empregos formais na cidade obteve ligeira reação em setembro. O setor teve 52 contratações e 47 demissões, restando um estoque de 5 vagas (0,27%), resultado parecido com o setor de serviços que teve 23 contratações e 18 demissões, com saldo positivo de 5 vagas (0,45%).

Por outro lado, os setores extrativo mineral e indústria tiveram desempenho negativo no município. Na extração mineral foram 10 empregos a menos (-1,28%) e na indústria o estoque foi reduzido em 8 vagas (-0,53%).

No total, foram gerados 17 novas vagas (0,31%) de emprego no mês de setembro. De janeiro a setembro deste ano o município registrou a criação 168 empregos (3,13%). No entanto, no período de 12 meses, ou seja, de setembro do ano passado até setembro deste ano, o estoque de empregos ainda está negativo em 23 vagas (-0,41%).

Espírito Santo – Em todo o estado, o mês de setembro registrou mais 3.341 empregos (0,47%). No ano, o estado ainda acumula um saldo de 2,37%, ou seja, 16.675 contratações a mais do que demissões.

Brasil – Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram divulgados ontem, 22, pelo Ministério do Trabalho. Beneficiada pelos serviços e pela indústria, a criação de empregos com carteira assinada atingiu, em setembro, o maior nível para o mês em cinco anos. Foram 137.336 postos formais de trabalho criados no último mês.

A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível tinha sido em setembro de 2013, quando as admissões tinham superado as dispensas em 211.068. A criação de empregos totaliza 719.089 de janeiro a setembro e 459.217 nos últimos 12 meses.

Na divisão por ramos de atividade, sete dois oito setores econômicos criaram empregos formais em setembro. O campeão foi o setor de serviços, com a abertura de 60.961 postos, seguido pela indústria de transformação (37.449 postos) e pelo comércio (26.685 postos). A construção civil abriu 12.481 vagas, seguida pelos serviços industriais de utilidade pública (1.091 vagas), administração pública (954) e extrativa mineral (403).

O nível de emprego caiu apenas no setor da agropecuária, que demitiu 2.688 trabalhadores a mais do que contratou no mês passado. Tradicionalmente, setembro registra contratações pela indústria, que começa a produzir para o Natal. Em contrapartida, o mês registra demissões no campo, por causa da entressafra de diversos produtos.

Nos serviços, os grandes destaques foram o comércio e a administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico, que abriu 25.872 postos, e os serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação, com 13.168 vagas. A indústria foi impulsionada pelos produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, com 29.652 postos. (Weber Andrade com Agência Brasil e MTE)